Balanço de Dez em Dez:
melhor visualizado em 1024x768pixels


:: Arquivo


:: Links


:: Fotos

online





pedido de sábado


quisera eu ser menos ansiosa, menos apreensiva, menos tenho que ser gente boa com todo mundo, mais racional, menos apaixonada, mais medíocre quando a situação pedisse, menos entrega 100% porque, putz, ninguém aguenta se entregar cem por cento em tudo. quisera eu ter sonhos despretensiosos e sono tranquilo e acordar aos sábados realmente com a cara de sétimo dia azul de lazer e não com a de quinta feira cinzenta estressada.

quisera eu me esgotar menos, me esgotar numa esteira, numa pista de corrida, não numa sala fechada com idéias pairando sobre o pc e sobre minha cabeça, como se fossem um mesmo ectoplasma, sofrendo de crise de identidade por já não saberem mais quem é quem - o pc, o meu cérebro e as idéias retas e tortas, que me fazem desejar esgotamento muscular, mas não mental. Por isso ontem já comprei um tênis novo. Primeiro passo. O segundo é usa-lo para correr da pressão sem nenhuma conotação de fuga, mas de libertação.

quisera eu dizer sem culpa para uns e outros um generoso e sincero muito obrigada e até logo que eu vou ver outras coisas por aí, sem me preocupar com o que vão pensar, sem me preocupar se eles serão, eles mesmos, generosos e sinceros e me agradecerão também, sem me preocupar se portas, janelas ou outras partes da construção restarão abertas ou fechadas, o caminho à frente é que estará aberto, ora, ora, olhe ao longo da estrada, menina, não para trás. quisera eu não me importar com o que fica pra trás. quisera eu não me importar com a história que fica escrita, mas sim só com a que tenho a escrever. mas também na vida, em atos e gestos, ponho-me a revisa-los como se belos textos fossem e tudo isso é muito cansativo.

quisera eu sentir-me livre para rabiscar e não tentar escrever sempre belos, estruturados ou bem-costurados textos. Vejam, belos, estruturados ou bem-costurados aos meus olhos, sem nenhum pingo de pretensão (minha necessidade de exteriorização de alguma coerência e bom senso me força a escrever aqui esta ressalva). quisera eu não sentir a cutucada da coerência aqui no baço o tempo inteiro, pois às vezes o seu cotovelo me incomoda um tanto. Rabiscos livres é a idéia.

quisera eu sentir-me livre para rabiscar e não tentar escrever sempre belos, estruturados ou bem-costurados textos. Por isso hoje acho que vou comprar uma caixa de lápis de cor e uma resma de papel em branco, só para ensaiar esboços e rabiscos errantes, já que tudo na vida é prática, empirismo, aprendizado. Pode ser que ao recomeçar a rabiscar eu aprenda. Pode ser. Pode ser o terceiro passo. Pode ser o terceiro e definitivo passo para conseguir alguma libertação de mim mesma e de toda essa necessidade de acomodar demônios que carrego aqui dentro.

Post-scriptum: e este pequeno texto foi revisado e alterado 10 vezes até às 12:27. Ou eu paro de buscar a coerência em tudo ou eu vou já já para o divã correndo. Ou escrever mantém-se como um antigo prazer a ser cultivado, ou vai mesmo virar um TOC desmedido. Ai, ai, ai.
updating: Revisado 11 vezes. a última alteração foi agora, segunda-feira, 29/06. 20:41. Ha. Ha. Ha. Knock, Knock. Quem é? É a loucura...rs.
por Juliana Jacyntho, em 6/27/2009 11:48:59 AM



Fases de Cecília - John Legend



Minha febre john legend está demorando a passar. Ok, talvez não passe mesmo. Depois que P.D.A. We just don´t care deflagrou a adoração, a tecla do repeat no carro, no ipod, na rua, na chuva e na fazenda não parou de fazer tocar get lifted & cia. [e marido aderiu, trazendo-nos o DVD!] Ao lado da própria get lifted, de save room e P.D.A., repousa no olimpo das minhas mais mais ela, she don´t have to know, que aparece no video acima em belíssima embora dessincronizada versão acústica e que a combinação entre melodia linda - e very sexy na versão do CD - aliada à letra [culpada-apaixonada-sacana-caradepau-sofrida-descontrol-emuitobemcantada] traz um charme in-dis-cu-tí-vel pra danada da faixa. Ei-la. Enjoy it!

por Juliana Jacyntho, em 6/23/2009 10:14:05 PM



Brinquedinho novo


42 milhões de pessoas habitam cidades litorâneas no país. O resto se diverte na costa. Uma parte, da praia vive. Outra, vive na praia. Life Style. Duras ou fluidas histórias. Relax. Ralação. Curtição. Ofício. A verdade é que não importa a finalidade: o brasileiro vai à praia para buscar o seu sustento, seja do bolso, seja da alma.

por Juliana Jacyntho, em 4/23/2009 01:24:23 AM



Here we go


"Momento de muita calma e lucidez, no qual que você tenta encontrar em cada situação que lhe pareça penosa ou desagradável o motivo para se corrigir e fortalecer. Um erro é uma verdade parcial, se observamos as situações com mais amor, o ângulo muda, tudo brilha e a nossa liberdade ganha mais uns pontos".

Ok, beleza. Situações penosas ou desagradáveis: at office, um bom punhado delas. E não é que é tudo para o meu crescimento? Nossa, daqui a pouco vou medir uns 8,5 metros de altura! Estou interessada nestes pontos que a minha liberdade vai ganhar, sabe? Estamos precisando ganhar. Ponto pode ser um bom começo.

por Juliana Jacyntho, em 4/9/2009 12:13:06 AM





black bando


Sou flamengo e por enquanto ainda não tenho uma nega chamada Teresa. Um dia, se ela quiser vir, minha Thereza virá quase-neguinha, um café com leite bem dosado em atenção à brancura genética do pai, e com Th e z. Teresa ou Thereza à parte, sou flamengo, rubro-negra, urubu, do tipo que teve a infância rodada na década de oitenta e acha o Zico tudo de bom. Do tipo que já envergou camisa de time nas segundas vitoriosas no pilotis da faculdade, camisas estas que ficaram espalhadas pelo quarto de solteira na casa da mãe. Flamenguista do tipo que se arrepia do dedão do pé às pontas por vezes duplas dos fios de cabelo, quando pisa no Maracanã lotado em dia não só de Fla-Flu, confesso, mas também de um Fla-Olaria com a mesma emoção e ardor e admiração conferidos a um grand clássico carioca. Fecha a cena e corta para o segundo parágrafo.

Na vida, tem gente que brilha e tem gente que tenta. Tem gente que não percebe que brilha, so natural que é a camada de "glitter eterno de uma mente com muitas boas lembranças", e tem aquele que percebe que ofuscar o cintilante existir alheio, ora, ora, é o elixir seu de cada dia. Na vida, pois bem, tem lugar e hora para cada um acontecer, desde o mais generoso ao mais mesquinho ser errante. Gente que brilha e gente que vive à sombra. Gaivotas e urubus. E o problema é que este urubu não tem parentesco nenhum com o mascote descrito no primeiro parágrafo desta prosa... Reina absoluta a mesquinharia em estado bruto.

Enquanto esquece-se de agilizar o seu lado, o homem mesquinho vive de butuca na vida alheia: do outro quer os ganhos e conquistas, o sapato e a calcinha, o cabelo e o anel. Ao contrário de Narciso, o ser mesquinho ama o outro e não o espelho, a quem ele acha feio. Flerta com a inveja e o despeito. Falta-lhe amor próprio, aceitação, auto-conhecimento, falta-lhe um divã que o valha, pobre diabo. Enquanto a mesquinharia habita os porões da cabecinha torta, o corpitcho sai rua afora apontando a feiúra distorcida em tudo o que o rodeia, num efeito midas reverso: tocou, não vira ouro, mas sim apodrece aos seus olhos. A grama do vizinho é e sempre será mais verde, felpuda, cheirosa, e até as formigas que lá habitam serão as mais bonitas, magrinhas e elegantes. Quanta pobreza.

Gente assim cansa. Me cansa, te cansa, cansa aos que, por mero descuido, cruzam por seu caminho e ousam chamar a sua atenção acendendo um fósforo de luz qualquer quanto ao jeito de falar, de andar, de se vestir, de se perceber, de existir. Um homem mesquinho não conhece generosidade no seu coração. Não se doa, não se entrega, não reparte, não divide, não convive. Não se ama, não se aceita, não se admira. Se arrasta acompanhando paradigmas que ele elege como padrões a serem seguidos como se fossem novelas sagradas. Porém, ah porém, há sim um tico de generosidade no coração do homem mesquinho: é que, como a mesquinharia tem uma necessidade vital de exteriorizar-se, para cada coração mesquinho, pode contar, haverá sempre uma boca fofoqueira generosa demais. No frigir dos ovos, a mesquinharia e a fofoca estão para o espírito assim como o fim do mês está para o saldo da minha conta corrente: ambos são razões frontalmente determinantes de pobreza. Pobreza financeira de um lado, pobreza de espírito de outro. Escolha o seu lado, feel free, cada um na sua.
por Juliana Jacyntho, em 3/24/2009 11:08:33 PM





Não vai ficar mais em branco.
Voltei.
Voltou.
Tudo preto noir bem chique e colorido de todo, bem alegre, com bolinhas brancas, coisa fofa.
A mistura de sempre que reintegrou-se na posse deste blog, pondo pra fora o branquinho neutramente irritante ou irritantemente neutro.
Branco reflete o silêncio sim. Mil possibilidades. A primeira e mais óbvia é a de voltar a ser tudo muito colorido, aqui, agora, ao mesmo tempo, tipo dá licença que tenho que passar. De novo.
por Juliana Jacyntho, em 3/24/2009 10:32:24 PM



Me entristece ver isso aqui assim tão em branco.
Dá vontade de fechar as portas.
Mas logo me demovo da idéia de fechar as portas porque, no fundo, sei que me entristecerá, muito mais ainda, não ter um espaço em branco para pintar com a cor que quiser nos momentos que eu quiser.
Pois fica decretado que este aqui vai ficar em branco durante uns tempos. Branco, de fato, é uma super cor.
Reflete alguma serenidade. Silêncio. Mil Possibilidades.
LIberdade. Paz. Uma bandeira que diz que está tudo bem e que a guerra acabou.
Vai ficar em Branco.
Em branco até que uma coceirinha qualquer de cor me acuda as mentes.
por Juliana Jacyntho, em 2/13/2009 11:14:57 PM



Mensagem Boa de Janeiro
(clica aqui!)


Ficha Técnica
Escrito por: Juliana
Fotografado por: Juliana
Modelos: Arruda e Violeta
Locação: La Varandita
por Juliana Jacyntho, em 1/20/2009 08:24:59 PM





Feliz 2009, hermanos!!!



A boa saúde de sempre e sempre mais alguma perspicácia, para todos nós.

Ao som de Adios Nonino, abaixo, de Astor Piazzolla (veja vídeo em post antigo) e American Boy, deliciosamente cantada por Sam Sparro, estamos em BsAs dando tchau a 2008, que foi muito bom, super-mega-obrigada, e contando nos dedos a chegada do ano que já está aí.

Que venha 2009 e que rufem os tambores, os mesmos que continuarao a tocar no novo ano que se inicia, porque, sim, vida boa tem música de fundo e trilha sonora, sempre tao boa quanto... (e nao reparem, o til nao veio pra capital portenha para os festejos...[rs].

S A Ú D E - A M O R - S O R T E

Cheers, à nossa!

por Juliana Jacyntho, em 12/31/2008 03:12:34 PM



Feliz 2009!
por Juliana Jacyntho, em 12/31/2008 03:10:56 PM



Page copy protected against web site content infringement by Copyscape


Copyright © 2008 Balanço de Dez em Dez - desde 05'2004. Todos os direitos reservados. Lei Federal 9.610/98 - Lei de Direitos Autorais



Busque um texto no Balanço por assunto:

Pesquisa personalizada