Fica combinado assim: você me respeita. Respeita minhas limitações, meus medos, meus traumas, minhas mágoas. Respeita minha vontade de me largar, a vontade de me retesar, a vontade de me enclausurar, simplesmente respeita.
Fora do meu comando você não poderá, por seu livre arbítrio, encurvar-se: eu sou sua dona. Assim como não poderá ser poliqueixoso, tampouco levar o queixo ao peito - minha vontade será seu maior guia.
Quando sem comando você saberá reconhecer-se inerte, nem que seja um pouquinho. Um pouquinho de paz e de silêncio e de ausência de ordens te fará bem - e eu saberei respeitar este seu momento.
No final das contas estarei eu e você entrelaçados, amantes, inimigos, amigos, xifópagos, uma coisa só e ao mesmo tempo dualidade. Eu te olho de fora de um jeito. Você me vomita uma outra realidade. Eu te amo, e te rejeito. Polaridade querida, não tenho como negar. Eu e meu corpo. Somos dois. Somos um só. Somos dois aprendendo a ser um só eu harmônico. Harmônico.
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!
Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!
Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!
Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!
Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Lendo a Vogue deste mês de abril me deparei com uma foto de Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith, estampada como "tendência" anos 70. Quem são?
Ajuda ao leitor desavisado: são as Charlie's Angels, as Panteras dos anos 70, e que durante os anos 80 entretinham a massa na "sessão aventura" que era transmitida pela Rede Globo no fim da tarde.
Vamos combinar que dos anos 70 pra cá muita água rolou, sim, e é incrível que as Charlie's Angels versão setentinha ainda habitem o imaginário popular, mesmo após versão repaginada que contou com Lucy Liu, Cameron Diaz and Drew Barrimore nos anos 90/2000. 1977. Eu estava nascendo enquanto estas três belas mulheres despontavam na mídia. 2010. Enquanto a Vogue presta este tributo fashion, é pena constatar que parte deste brilho já se foi (Farrah Fawcett faleceu no ano passado, de câncer).
É inegável a força e a influência destas mulheres na cultura cultura pop televisiva e por que não dizer no life style da mulher moderna, até hoje. Elas representaram, lá atrás, a mulher fashion, bem resolvida, independente, que "Sex and the city" viria a pregar nos anos 2000, com tanto êxito quanto.
Roupas lindas, cabelos lindos, atitude positiva, poderosas, habilidosas nas artes marciais, três oitão em punho, sempre muito femininas... com um porém: as heroínas dos anos setenta terminavam os episódios sempre dando umas risadinhas em torno do boss, o Charlie, o que, cá entre nós, trazia o espectador para perto da realidade: a macharada ainda dava a última palavra, ou seja, havia ainda uma idéia - ainda que sutil - de submissão.
Já em Sex and the city não há essa idéia de submissão da mulher à figura masculina, mas de necessidade de encontrar um par, de ser alegre e muito bem vestida e muito bem informada ao lado de quem se ama, fosse este alguém um homem lindo ou nem tanto, ou uma mulher, assim e ponto. E foi assim que a televisão conseguiu emplacar mais uma turma icônica de mulheres que, provavelmente, daqui a 30 anos, serão lembradas por Vogues e afins como referência comportamental, que serão folheadas (as revistas) e admiradas (as personagens) por nossas filhas. Corrente da mulherada poderosa que não se fecha...
Essa música tem tido um significado importante nos meus dias: "acorda, pessoal! como vocês podem estar dormindo num dia como este?"
Eu acordei. E você?
Ando escutando um tanto por aí que bom mesmo é fazer as coisas sem esperar reconhecimento. Apenas faça e se contente, você mesmo, pelo seus feitos.
Nada de se mexer esperando que a boneca bate palminhas da estrela apareça na sua frente, amigo mio. Apenas faça. Deixe o reconhecimento ao sabor do vento. Se não vier, será só mais uma tarde quente e fagueira. Mas se vier, ah se ele vier...
Ele virá certeiro como um sopro de frescor de beira de praia, ou sutil como o toque do gelo que dança na caipira de fruta e toca o lábio com leveza, mas ele virá. De repente, de forma inesperada, colorido, com um quê de coisa nova a remexer com as teias de aranha que o tédio trouxe na bagagem quando veio ao encontro do trabalho solitário.
Sonho que se sonha só continua sendo um sonho que se sonha só. Mas para virar realidade, já diziam, tem que sonhar junto. Por isso é que elogio é bom: porque faz a gente perceber que, além de nós, tinha mais alguém ali percebendo o seu cuidado, não era sonho não, era realidade mesmo e você tinha até testemunha! Ação. Reação. Trabalho. Reconhecimento. Dedicação. Consequência. Elogio.
Bom é sair de casa sentindo-se apto a realizar alguma troca. Melhor que seja de gentilezas, assim como é um parabéns sincero bem olho no olho. E, na vida, eu gosto de continuar esperando por coisa boa, sorry, nasci assim: otimista demais.
Diante da total falta de tempo que vem acometendo os meus dias, na falta de um texto original, vamos de sorte de hoje, do orkut: sem apelos, me pareceu um conselho sábio para quem deixa a ansiedade se espalhar tanto a ponto de tirar-lhe a própria paz. Tudo vem. Não vem pra ontem, mas vem. Perseverar é preciso, tirar conclusões precipitadas nem tanto.
"Sorte de hoje: Quase tudo é possível quando se tem dedicação e habilidade. Grandes trabalhos são realizados não pela força, mas pela perseverança".
Indeed. Vamos lembrar disso quando a vontade de espanar cochichar no nosso ouvido during the day, freaking day.
Mudei de trabalho há uma semana.
Saí da dita zona de conforto há uma semana.
Há uma semana, portanto, vocês podem imaginar o turbilhão de stress e informação que vem servindo de invólucro aos meus antes doces e ensolarados dias.
Enquanto a conquista da intimidade com o novo não vem, é o frio que impera. Lá fora (em Curitiba, nove graus) e aqui dentro, na barriga, na espinha and wherever. Normal. Assustador, mas enfim, normal.
Tão normal que tem até comunidade no orkut pra esta sensação tão desconcertante. Caiu tão como uma luva que resolvi postar aqui, para dividir a sabedoria com quem mais esteja passando por fases tais como estas, em que decidimos pedir mais da vida e ela nos dá exatamente o que pedimos mas sinaliza, com luminoso pink-piscante-sem-parar (e isso também é estressante) que, para surfar nestas novas e auspiciosas ondas, não basta acordar e sair de casa com o seu melhor, o seu melhor e você terão ainda que rebolar!!! (ou como diria MC Créu, pensador contemporâneo: tem que ter habilidade!!!).
Bom fim de semana!
MUDANÇA É CRESCIMENTO
Por Mary Santana
“Porque estamos na Terra, se não para crescer? - Robert Browning”
Quanto você mudou...ultimamente? Digamos, na última semana? E no último mês? O último ano, como foi?
Nunca é tarde demais para mudar o rumo de sua vida.
Se não mudamos, não crescemos.
Se não crescemos, não estamos realmente vivendo.
O crescimento exige uma perda temporária da segurança. Isto pode significar o abandono de um padrão familiar e limitador, de um emprego seguro mas não gratificante, de valores em que não se crê mais, de relacionamentos que perderam seu significado.
Como Dostoievsky afirmou: “Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem.”
Já Leon Tolstoy disse: “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo".
Você pode optar por crescer ou lutar contra ele, mas saiba de uma coisa: pessoas que não querem crescer nunca alcançarão seu potencial.
TENHA EM MENTE QUE PERMANENTE NA VIDA, SÓ MUDANÇA!!!
quisera eu ser menos ansiosa, menos apreensiva, menos tenho que ser gente boa com todo mundo, mais racional, menos apaixonada, mais medíocre quando a situação pedisse, menos entrega 100% porque, putz, ninguém aguenta se entregar cem por cento em tudo. quisera eu ter sonhos despretensiosos e sono tranquilo e acordar aos sábados realmente com a cara de sétimo dia azul de lazer e não com a de quinta feira cinzenta estressada.
quisera eu me esgotar menos, me esgotar numa esteira, numa pista de corrida, não numa sala fechada com idéias pairando sobre o pc e sobre minha cabeça, como se fossem um mesmo ectoplasma, sofrendo de crise de identidade por já não saberem mais quem é quem - o pc, o meu cérebro e as idéias retas e tortas, que me fazem desejar esgotamento muscular, mas não mental. Por isso ontem já comprei um tênis novo. Primeiro passo. O segundo é usa-lo para correr da pressão sem nenhuma conotação de fuga, mas de libertação.
quisera eu dizer sem culpa para uns e outros um generoso e sincero muito obrigada e até logo que eu vou ver outras coisas por aí, sem me preocupar com o que vão pensar, sem me preocupar se eles serão, eles mesmos, generosos e sinceros e me agradecerão também, sem me preocupar se portas, janelas ou outras partes da construção restarão abertas ou fechadas, o caminho à frente é que estará aberto, ora, ora, olhe ao longo da estrada, menina, não para trás. quisera eu não me importar com o que fica pra trás. quisera eu não me importar com a história que fica escrita, mas sim só com a que tenho a escrever. mas também na vida, em atos e gestos, ponho-me a revisa-los como se belos textos fossem e tudo isso é muito cansativo.
quisera eu sentir-me livre para rabiscar e não tentar escrever sempre belos, estruturados ou bem-costurados textos. Vejam, belos, estruturados ou bem-costurados aos meus olhos, sem nenhum pingo de pretensão (minha necessidade de exteriorização de alguma coerência e bom senso me força a escrever aqui esta ressalva). quisera eu não sentir a cutucada da coerência aqui no baço o tempo inteiro, pois às vezes o seu cotovelo me incomoda um tanto. Rabiscos livres é a idéia.
quisera eu sentir-me livre para rabiscar e não tentar escrever sempre belos, estruturados ou bem-costurados textos. Por isso hoje acho que vou comprar uma caixa de lápis de cor e uma resma de papel em branco, só para ensaiar esboços e rabiscos errantes, já que tudo na vida é prática, empirismo, aprendizado. Pode ser que ao recomeçar a rabiscar eu aprenda. Pode ser. Pode ser o terceiro passo. Pode ser o terceiro e definitivo passo para conseguir alguma libertação de mim mesma e de toda essa necessidade de acomodar demônios que carrego aqui dentro.
Post-scriptum: e este pequeno texto foi revisado e alterado 10 vezes até às 12:27. Ou eu paro de buscar a coerência em tudo ou eu vou já já para o divã correndo. Ou escrever mantém-se como um antigo prazer a ser cultivado, ou vai mesmo virar um TOC desmedido. Ai, ai, ai.
updating: Revisado 11 vezes. a última alteração foi agora, segunda-feira, 29/06. 20:41. Ha. Ha. Ha. Knock, Knock. Quem é? É a loucura...rs.
Minha febre john legend está demorando a passar. Ok, talvez não passe mesmo. Depois que P.D.A. We just don´t care deflagrou a adoração, a tecla do repeat no carro, no ipod, na rua, na chuva e na fazenda não parou de fazer tocar get lifted & cia. [e marido aderiu, trazendo-nos o DVD!] Ao lado da própria get lifted, de save room e P.D.A., repousa no olimpo das minhas mais mais ela, she don´t have to know, que aparece no video acima em belíssima embora dessincronizada versão acústica e que a combinação entre melodia linda - e very sexy na versão do CD - aliada à letra [culpada-apaixonada-sacana-caradepau-sofrida-descontrol-emuitobemcantada] traz um charme in-dis-cu-tí-vel pra danada da faixa. Ei-la. Enjoy it!