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Isso é o mundo: um ovo!

Frase das mais faladas e escutadas por cada um de nós é a seguinte: o mundo é muito pequeno! Pois minha mais recente constatação dessa humilde verdade aconteceu na última sexta-feira, a 800 km de casa.

Fecha na cena: supermercado, quatro e meia da tarde, lá fora uns doze graus... Vou me dirigindo ao caixa e cruzo com uma mulher que fixa o olhar em mim, e eu nela. Depois de passados aqueles cinco segundos em que a gente se pergunta: "é ela mesmo ou eu estou prestes a pagar um mico?", eu digo:

" -- Oi, tudo bom?"
Ela responde, ainda com cara de quem não está acreditando que está me vendo ou de quem não está me reconhecendo mesmo, disfarça...
" -- E aí? Tudo bem?"
Eu pergunto:
" -- Tá se lembrando de mim?"
Ela diz:
" -- Claro! É que eu não estava acreditando mesmo! O que você está fazendo aqui? Como vai todo mundo em casa? Nossa, é muita coincidência! "

Expliquei o motivo que me levava à cidade em que ela está morando com o marido e filha mais nova, há dez anos, desde que saiu da nossa cidade, no interior do Rio. Ela, ainda surpresa com a casualidade do encontro, foi logo me explicando onde ficava seu apartamento, a poucas quadras dali, e me convidou pra passar lá, sem falta!Perguntei se já estava acostumada com a cidade, com o frio... Ela respondeu que com o frio não, que com ele ainda sofre. Me perguntou qual faculdade que eu tinha feito, se havia me formado, como estavam meus tios - seus grandes amigos, como estava minha mãe... Perguntei sobre seus filhos, a do meio, que foi dama de honra do casamento dos meus tios comigo, vim saber, está morando aqui no Rio; o mais velho, em São Paulo, todo mundo encaminhado. E ficamos ali, uma sorrindo para a outra, repetindo: "nossa, que mundo pequeno! É realmente muita coincidência! Se contar, ninguém acredita!"

Foi um encontro feliz. Engraçado como reencontrar uma conhecida e grande amiga dos meus tios numa cidade em que não conheço quase ninguém foi reconfortante e como ela ficou contente em saber novidades sobre minha família e em me rever, mesmo não tendo muito contato comigo na época em que ainda morava por aqui. Ela encontrou um rosto conhecido que lhe trouxe de volta memórias de mais de dez anos atrás. Eu encontrei um rosto conhecido numa cidade que ainda frequento pouco mas confesso que naquela hora me senti local.
por Juliana Jacyntho, em 5/31/2004 12:49:22 AM





Galeão, sete horas da noite. Já cansada de tomar chá de cadeira, pois cheguei cedo demais pro meu vôo, com medo do trânsito irracional e imprevisível do Rio de Janeiro (especialmente para os cariocas que se escondem na Barra...), fui pra Sodiler, again and again... Não, não, a Martha Medeiros não está nessa história dessa vez não. Comprei foi um livro do Ruy Castro, pequenininho e de capa dura - uma graça - chamado "Carnaval no fogo, crônica de uma cidade excitante demais".

As primeiras oitenta e seis páginas se alternaram nas funções de amenizar o tédio da espera do embarque e me entrenter durante o vôo pra Curitiba. Demorou pra eu virar a primeira orelha (sim, vai a dica: se você estiver sem caneta para grifar as passagens que mais te despertam interesse num livro, vire a orelhinha da página. Tudo bem que não vai ficar uma lindeza, mas você não perde o gancho das idéias que aquele parágrafo conseguiu fazer acordar na sua cabeça). Ele começa traçando um paralelo entre o Rio de hoje, que sofre com o tráfico e com a violência e o Rio da época em que foi descoberto pelos portugueses. Tem passagens curiosas da História, como por exemplo, o fato de o Rio ser a segunda cidade no mundo que tem mais esculturas francesas, só perdendo para Paris. Mas uma passagem em especial me chamou a atenção: a que ele fala dos cariocas. Diz ele:

Por cariocas, entendam-se os nativos da cidade, que são os cariocas "da gema", e os nascidos em qualquer lugar, mas que, ao morar aqui, identificam-se com o "jeito do Rio", confundem-se com ele e contribuem para torná-lo ainda mais característico. Por esse jeito de ser do carioca, leia-se, entre outras, uma recusa carnívora a se levar muito a sério, uma combinação de tédio e deboche diante de qualquer espécie de poder e, não por último, uma "joie de vivre" que desafia os argumentos mais racionais. Um carioca jamais poderá ser suíço, mas talvez até um suíço possa se tornar um carioca, se o Rio tiver tempo para seduzi-lo e, no bom sentido, corrompê-lo. p. 50
por Juliana Jacyntho, em 5/27/2004 01:39:11 PM






"O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo
acha a razão de ser, já dividido
São dois em um: amor, sublime selo
que à vida imprime cor, graça e sentido".


Carlos Drummond de Andrade, "Amor" em Amar se Aprende Amando, Ed. Record, 6ª edição, 1985, p. 20
por Juliana Jacyntho, em 5/25/2004 11:29:15 PM



Acabo de me cadastrar no site do Jornal gaúcho Zero Hora, para poder ler as crônicas de Martha Medeiros, que lá escreve.

Em fevereiro desse ano, estava eu perambulando pelo pilotis do Aeroporto Santos Dumont, aqui no Rio, esperando meu vôo Rio-Congonhas-Floripa, já que ia passar o carnaval na Guarda do Embaú.

Tive a idéia de comprar um livro gostoso de se ler, para passar o tempo no avião. Fui pra Sodiler, com tempo, e comecei a busca. Folheei Hell, atraída, confesso, pelo título em vermelho cintilante da capa, mas a história da patricinha parisiense, naquele momento, em mim nada de muito empolgante despertou. Fechei o livro e fui em busca de outra prateleira. Nessa hora, fui interrompida por um senhor que, educadamente, me pediu licença para alcançar um livro. Eu, entretida que estava folheando um livro pink recém-achado, nem olhei pro lado, mas desobstruí o caminho para ele passar... era Carlos Heitor Cony! E eu não estava comprando um livro dele, tudo bem.

O livro pink em questão era "Divã", um romance de Martha Medeiros que eu acabei devorando muito antes do meu avião pousar na ilha de Santa Catarina... E detalhe: ainda tive o desplante de chorar em pleno vôo da Gol, lotado, semana de carnaval, na "cena" em que Mercedes chora a morte de sua melhor amiga. Pensei nas minhas melhores amigas. Pensei na importância que cada uma delas, com seus defeitos e qualidades, tem na minha vida. Pensei em como seria dura a experiência narrada na ficção, se vivida por mim, na vida de verdade. Quero não. Mas vivi uma amostra-grátis desse sofrimento através da narrativa precisa, clara e envolvente de Martha Medeiros. Por isso, chorei. Por isso, suportei o mico. Mas também sorri, ao me identificar com o texto, grifei inúmeras passagens, virei fã de carteirinha, tanto que, na semana santa, caio eu de pára-quedas no SDU de novo. Dessa vez, cheguei na Sodiler decidida: "Sem ser Divã, o que você tem de Martha Medeiros aí?" E eis que veio o vendedor com Montanha Russa, com crônicas da autora. De novo, fiquei sem livro na viagem de volta! Antes mesmo do meu avião pisar em Curitiba, Montanha Russa já tinha virado fumaça, consumido pelos meus olhos, condensado pelo cérebro e guardado no coração. Eu, que sou gente boa, divido um pedacinho disso tudo com vocês:

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte de sua biografia."
Divã, Ed. Objetiva, p. 51

"A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo."
Felicidade Realista, crônica em Montanha Russa, L&PM, p. 54

Putz, bom demais!

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por Juliana Jacyntho, em 5/24/2004 01:23:20 PM





A mesa

Se tem alguma coisa na vida que facilita o entendimento é a metáfora. Em casa, no trabalho, passando pela mesa de chopp amigo, todos usam metáforas para expressar alguma idéia. Pois bem. A minha predileta é a de que a vida da gente é igual funciona como uma mesa.

A vida da gente também é sustentada por quatro pés que são a família, o trabalho, os amigos, e, é claro, alguém pra chamar de "seu". Seu namorado, seu marido, seu companheiro, seu peguete, enfim, "seu", mas vê lá, não vamos trair nosso bom-senso e confundir o simples emprego desse pronome possessivo com sentimento de posse. Isso é uma outra história.

Quando todos esses núcleos de relacionamento vão bem, a gente dorme e acorda sorrindo, tudo corre bem, afinal, como dizia Voltaire, "tudo de bom ocorre às pessoas com disposição alegre". Nossa mesa está de pé.

Mas façamos uma experiência: se tirarmos uma das quatro pernas de uma mesa, é possível que ela permaneça de pé, mas vai bambear ou não vai? Com a gente me parece que também é assim. O nosso equilíbrio emocional só se verifica quando, pelo menos, três dos quatro pés da nossa mesa se mostram firmes, bem resolvidos. Quand nossa mesa fica equilibrada.

Se o problema é em casa, você pega o telefone, liga pro melhor amigo para uma sessão divã, mergulha no trabalho pra não pensar, se aninha nos braços do "seu" à noite e esquece o problema naquele momento, até que tudo se resolva. Você ainda está de pé.

Se o problema é com um amigo, você volta pra casa se sentindo meio mal e, até resolver a "contenda", se aconselha com sua mãe que tem alguns anos de experiência na sua frente, mergulha no trabalho pra não pensar e porque tem prazo pra cumprir, se aninha nos braços do "seu" à noite e se promete pensar numa solução para o desentendimento. Você ainda está de pé.

Se o problema é no trabalho, conversa com seus pais, com seus tios, que já tiveram problemas assim e foram bem sucedidos, toma um chopp com ninguém mais, ninguém menos, que seus amigos e coloca o problema na pauta para debate, conversa com o "seu" e depois nos braços dele se aninha. Confortada com o apoio da família, dos amigos e do "seu", você acorda no dia seguinte com a pilha renovada pra resolver o problema no emprego ou buscar outro, se for o caso. Você ainda está de pé.

Se o problema é com o "seu" (seu namorado, seu marido, aquele em quem você se aninha ou vice versa), tudo bem, você vai acordar com um aperto no peito, que jeito tem? Mas liga pra sua melhor amiga, troca aquela idéia. Juntas vocês verão quem foi que vacilou primeiro e tudo já começa a clarear. Mergulha no trabalho pra não pensar, pra cumprir o prazo e pra ganhar dinheiro, afinal, você tem que pagar aquele "chanelzinho" básico que acabou comprando na loja ao lado do restaurante em que foi almoçar com os colegas do escritório. Chega em casa, dá um beijo no seu pai, na sua mãe, no seu irmão, no seu cachorro, na sua vó, que família animada! E sente-se fortalecida para ligar para o "seu" e pedir desculpas ou escutar as desculpas dele.

Tente, de uma só vez, quebrar duas pernas de uma mesa: alguma dúvida de que ela vai ao chão? Agora, tente se imaginar tendo problemas, no mesmo dia, com duas ou três dessas pernas da sua vida: a sensação não é outra que não a de ir ao chão? Mas ainda bem que do chão não passa.

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por Juliana Jacyntho, em 5/22/2004 08:49:16 AM



Papo de Tia Chata

Onde estava Deus com a cabeça quando presenteou cada mulher com uma tia chata que pensa (ainda pensa, coitada!) que o ciclo vital de toda mulher resume-se a nascer, crescer até os 30 e casar, reproduzir e morrer?

Quando não é uma tia chata é uma vizinha chata, é uma ex-empregada da sua avó que não te vê desde os seus tenros sete meses de idade, até a sogra do seu irmão se acha no direito de opinar! Ah, sim, porque se for pra meter o dedo na vida alheia todos querem dar seu humilde parecer, principalmente quando a vida alheia em questão é da mocinha de 25, 27, quase trinta, que restou solteira no tabuleiro da família. Se lembra daquele joguinho de tabuleiro branco e pecinhas vermelhas, o Resta Um? Pois é, resta uma mocinha solteira na família.

Quando é que vai casar, minha filha? Pior é quando a coitada se encontra naquelas fases de entressafra e não está nem namorando, aí é que a chateação triplica. Tarde demais! Ela já ficou, aos olhos da tia chata, pra titia.

É incrível que em pleno século vinte e um a família e a sociedade ainda exerçam esse tipo de pressão, explícita ou velada, na vida de mulheres belas, inteligentes e independentes, com total capacidade de se reinventar a cada dia. Por que não reinventar esse standard velho de que a mulher tem que casar até os trinta? Isso parece tão óbvio: se aconteceu, ótimo! Se não, que aguardem o seu momento.

Será que a tia ou o seu substituto para chato de plantão não enxerga as mil possibilidades que a vida te oferece, a cada dia, de realização profissional, de viagens descompromissadas, de cursos mil, enfim, de experiências que você ainda deseja priorizar antes de enveredar pelos gastos responsáveis exigidos num casamento?

Será que a tia ou o seu substituto para chato de plantão não enxerga que, além das milhares de possibilidades que a vida te coloca, acima disso tudo, você pode ainda não ter encontrado aquele homem que tenha te encantado, fazendo você pensar em Casamento, assim, com letra maiúscula?

Aliás, será que a tia sabe o que é esse Casamento com letra maiúscula? Talvez nem saiba.

Talvez por acomodação lá nos seus idos vinte e poucos anos casou-se com João, que em nela nada despertava, mas a tiraria de casa, onde sofria com o pai autoritário.

Talvez por paixão, entregou-se a José, e com ele "contraiu matrimônio", mas por serem imaturos demais e por terem obrigações demais com sustento de casa e cinco filhos, não notaram o apagar da chama e foram condenados a dormir um ao lado do outro pelos quarenta anos seguintes, sem diálogo, sem companheirismo, sem carinho. Divórcio? Nem pensar!

Se a tia soubesse o que o Casamento significa na vida de uma mulher que sabe o valor que tem e que não pede pouco da vida, ia se calar da próxima vez que a sua frustração pessoal ou o simples prazer de monitorar a vida alheia lhe instigassem a te dizer que você está chegando aos trinta solteira e que isso, de alguma forma, te deprecia.

Ficou com pena da tia? Eu também.

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por Juliana Jacyntho, em 5/21/2004 11:38:00 AM



De dez em dez anos

Quem nunca sentou no chão com fotos, anotações, bilhetes ou apenas com a cabeça cheia de memórias de sua adolescência? Quem nunca traçou um paralelo com o que pensava naquela época e o que pensa agora, com o que planejava naquela época e o que efetivamente aconteceu? Que atire a primeira pedra! (ou que atire a primeira agenda, daquelas bem pesadas...).

Aos quinze anos, toda adolescente que se preze, questiona a sociedade, o governo, a família, a sua sombra, afinal o negócio é questionar e dar sua opinião, sempre tão valiosa aos olhos adolescentes cheios de razão. É a fase das convicções.

A convicção dos quinze anos é tão forte! "Vou ser isso, vou fazer aquilo, nada vai me parar!" Tudo é tão pra ontem, o imediatismo lateja, o sofrimento toma proporções exageradas. Sempre gordas demais ou magras demais, sofríamos demais, chorávamos e ríamos com a mesma freqüência - podendo as duas ações acontecer ao mesmo tempo até - sem falar nas dúvidas quanto à profissão a ser escolhida. Imagina, escolher o que fazer para o resto da vida na instabilidade emocional dos meus dezesseis, dezessete anos!

Enxergamos as meninas de quinze que fomos nas adolescentes de hoje, com as variações da época, claro. Mas traços peculiares da idade, como o exagero, a descoberta, o olhar absoluto, estão e sempre estarão presentes numa menina de quinze (menina? Achávamos ou não achávamos que éramos mulheres prontas?) Dez anos depois, ainda é igual.

É inevitável não se sentir confortável na casa de seus vinte e cinco anos ao topar com a ansiedade e o medo de passar no vestibular, de perder a virgindade com o namoradinho do colégio, e poder suspirar aliviada por saber que isso te incomodou um dia mas virou fumaça. Achar graça por conseguir hoje enxergar que todo o turbilhão de emoções e de idéias passa. Passa para dar lugar a outro turbilhão de emoção e idéias, tudo bem.

Ao conversar com uma menina de quinze anos a gente enxerga que os problemas mais sérios na vida dela hoje, a gente também teve. Também achou que o mundo ia acabar porque tinha levado um mega esporro em casa e ficou um mês sem sair ou porque levou uma rasteira daquela que você considerava sua melhor amiga, que ao final, você agradece à vida por ter tirado a infeliz invejosa do seu caminho.

As dúvidas lá dos quinze, foram substituídas por outras, nos dando uma imensa tranquilidade pois, se os problemas e dúvidas dos quinze se foram, oba!, os problemas e dúvidas dos vinte cinco já, já, arrumam a sua mala pra partir de nossa cabeça, dando lugar aos questionamentos dos 35, muito provavelmente. Graças a Deus, alguns dirão, gente é pra crescer.

Crescemos sim. Uns de forma mais dolorosa, outros de forma mais branda, cada um teve seu processo e, hoje, inaugura outros novos. Bom saber que passados esses dez anos, a gente começa a enxergar que nada é pra ontem, ninguém nesse mundo nasceu sob o manto da perfeição, tudo se torna mais relativo, mais flexível, as preocupações são outras e as nossas escolhas, feitas lá na adolescência ou nos vinte e poucos anos acabam fazendo parte do que somos, do que aprendemos a chamar de vida, de identidade, e se foram certas ou erradas, só o balanço dos próximos dez anos irá nos dizer. Mas, cá entre nós, confesso que ainda me pego rindo e chorando, chorando e sorrindo, tudo ao mesmo tempo. Ainda.

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por Juliana Jacyntho, em 5/20/2004 10:30:06 AM



Bem, quando enfim constatei que ligaram o blog que eu havia criado eu fiquei muito contente.

Tenho que registrar aqui, no entanto, a história sofrida desse blog, assim todos vocês terão conhecimento do quanto ele sofreu para vir ao mundo.

Esse blog é o nono (9º!) que eu estava tentando criar, desde o início do ano. Apelei para o Blogger.com, mas insistia no Blogger.com.br, afinal, sou assinante Globo.com e tenho as "regalias" que eles tanto martelam em seus comerciais como, por exemplo, utilizar o Blogger.com.br! Pois bem!

Munida de persistência e uma pitada não muito leve de malcriação, após tentativas frustradas de criação de bloguinhos "dóceis" ou "cabeças", afiei o dedo e mandei ver. Nascia o Tá Difícil!, o Blog mais curto e grosso da Internet, cujo único post assim dizia: "Tá Difícil hein, kct? Sou assinante banda larga, tenho direito a utilizar os serviços oferecidos pelo provedor, como o Blogger, mas não consigo criar um único blog nesse site de merda? É o nono blog que eu tento criar e dá mensagem de erro! Qual o problema, Globo.com?"

Bem, a grosseria me deixou envergonhada, confesso, mas surtiu efeito!!! Não é que eles criaram o blog? Educadamente, tratei de adequá-lo aos bons costumes locais. Nem adianta procurar por www.tadificilkct.blogger.com.br... Foi apenas um desabafo temporário que deu certo! Eis o meu blog!
por Juliana Jacyntho, em 5/18/2004 06:09:31 PM



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