pink jukebox
Uma música fala muito mais palavras que somente aquelas cantadas pelo intérprete. Uma música pode dizer para você: alegre-se, tenha uma atitude positiva diante de tudo na vida, get a life, filha, se joga! Uma outra música pode te deixar down on your knees, cabisbaixo mesmo. Troque a estação, troque a frequência, é só a música, não são seus ouvidos. Duro é quando, ao invés de ser a música que traz o som deprê, são os seus ouvidos que só escutam porcaria.
Quando nossos ouvidos resolvem só escutar música ruim, n'importe o som que esteja ecoando, abstraia, não tem jeito, não há saída, não adianta girar o dial, o problema é outro. Sua amiga diz que você está linda no vestido novo e você, cruzes, ao invés de agradecer e se sentir maravilhosa, agradece de canto de boca e se põe a pensar que a coitada está ou tirando onda com sua cara ou, invejosa que é, de olho na peça. Seu chefe te dá um feedback negativo sobre o relatório entregue hoje pela manhã e você ali, do alto do seu pedestal, acha que ele é apenas mais um babaca na face da terra e que esse papo de crítica construtiva é bullshit, whatever, ele é que não soube ler com atenção e compreender o conteúdo do que você produziu. Tsc, Tsc. Mais um dia se passou e mais uma vez você escutou tudo errado. Tsc, Tsc. Que tal sair da caixa, boneca?
Queremos mais. Queremos gente fina, elegante e sincera ao redor, com habilidade pra dizer mais sim do que não, já o diria Lulu. Isso não combina com entupimento bitolado das vias auditivas. Abaixo às manias de perseguição toscas, xô pra quem não se curte e crê com fé forte que o mundo contra ele conspira, get out você, que pensa que a humanidade é perversa e só existe na superfície da Terra para te dizer palavras ruins e ficar no seu enclaustro. A vida tem muitos sons, dentre melodias amadas e puro barulho estridente. Nem sempre nós é que colocaremos a ficha na jukebox e escolheremos a musiquinha que bem entendermos: isso faz parte do crescimento de cada um para desenvolver alguma serenidade e alguma tolerância. Purifique os tímpanos, pois, e municie-se de uma dose qualquer de paciência.
Se for para sair de casa com o ouvido programado para escutar música ruim, com o corpo moldado para vestir roupa feia e com o coração adestrado para tolerar companhias invejosas e desagradáveis, conselho que aqui vai: não saia. Fique só e se tranque num quarto escuro até passar. Você pode estar perdendo uma grata oportunidade de permanecer na companhia única e exclusiva de quem anda sabotando a música boa dos seus dias: você mesmo. E confrontar-se. E enfrentar-se. E quem sabe reinventar-se antes de sair de casa novamente para lidar com o mundo e os outros seres além-porta. Quando a gente sabota a própria felicidade e a própria bonança não há conselho, elogio, amizade, outfit novinho nem nada que o valha, só um mergulho solitário e profundo na autocrítica e no bom senso é que podem fazer com que, munidos de uma dose extra da disposição alegre voltairiana, abramos os olhos para tudo de lindo, bom, colorido e verdadeiro que circula em volta da gente. Música inclusive.
por Juliana Jacyntho, em 10/31/2008 09:23:42 PM
NYC, here we go again!!!
Start spreading the news, Im leaving today
(as a matter of fact the day after tomorrow)
I want to be a part of it - new york, new york
These vagabond shoes, are longing to stray
Right through the very heart of it - new york, new york
Times Square through my lens, sept.'2005
I wanna wake up in a city, that doesnt sleep
And find I'm king of the hill - top of the heap
These little town blues, are melting away
I'll make a brand new start of it - in old new york
If I can make it there, I'll make it anywhere
Its up to you - new york, new york
Volto dia 26.
por Juliana Jacyntho, em 10/16/2008 09:25:27 PM
she's still there
boa semana!
por Juliana Jacyntho, em 10/5/2008 08:55:17 PM
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